2.5.06
De volta...
Meus amigos, bem me queria parecer que aqui a chuva ia ficar paradinha nestes dias... foi por uma boa causa! estou de volta e toda a gente me pergunta se já sei hablar castellano... respondo... "no, pero, los entiendo!" A passeata foi muy buena e madrid es muy bonito! Logo vou contando as novidades. Hasta luego!
26.4.06
planeamento
e esta viagem foi tão bem planeada que hoje é dia de vício e chego na terça o que faz com que não corra o risco de para a semana ou não ver o Jack Bauer em acção ou vê-lo para aí "ablando castellano"... é que uma pessoa tem de ter prioridades! (brincadeirinha)
mega jogo sarita sozinha em madrid
NIVEL1 - Diriges-te para a saída dos AutoBus para Madrid.Para saberes q vais pelo sitio correcto tens de subir umas rampas rolantes e depois voltar a descer, sempre seguindo as indicaçoes de Saida e Autobuses. NIVEL2 - Depois esses autocarros vao passar pelo terminal 3 2 e 1. Tu sais no 1. Entras no terminal e segues as placas do metro. Se nao tiveres as placas perguntas nos pontos de informacao onde é o metro "donde está el metro" ou "donde queda el metro ou "como llego al metro". Nivel3 - Chegando ao metro "estacao AEROPUERTO" desces as escadas rolantes e vais em direccao a "Nuevos Ministerios". Esperas por ele e entras.E lá vai ela. :)
nota: Se chegas-te até aqui já nao tá mau :) Ganás-te pontos e uma vida extra pa continuar a jogar mas aumenta o nivel de dificuldade. Nivel4 - desembarcas em "NUEVOS MINISTERIOS" e apanhas a linha 10 em direcçao a "puerta del sur". Voltas a sair em "ALONSO MARTINEZ". Nivel5 - Apanhas a Linha 5 em direcçao a "CASA de CAMPO" e sais em "CALLAO".
Este vai ser o meu passeio amanhã. Parto para Madrid para passar 6 diazinhos de férias... ver coisas novas, rever amigos que há muito não se vêm... em suma, espairecer... por isso, se não "cair" chuva nova todos os dias, não estranhem... é que em Madrid faz muito calor! Eheheheheh ;)
nota: Se chegas-te até aqui já nao tá mau :) Ganás-te pontos e uma vida extra pa continuar a jogar mas aumenta o nivel de dificuldade. Nivel4 - desembarcas em "NUEVOS MINISTERIOS" e apanhas a linha 10 em direcçao a "puerta del sur". Voltas a sair em "ALONSO MARTINEZ". Nivel5 - Apanhas a Linha 5 em direcçao a "CASA de CAMPO" e sais em "CALLAO".
Este vai ser o meu passeio amanhã. Parto para Madrid para passar 6 diazinhos de férias... ver coisas novas, rever amigos que há muito não se vêm... em suma, espairecer... por isso, se não "cair" chuva nova todos os dias, não estranhem... é que em Madrid faz muito calor! Eheheheheh ;)
25.4.06
a minha mãe
A minha mãe levou a manhã a "chamar nomes" a metade da assembleia... diz e com razão que se vê logo quem são os fascistas que lá estão...
o estilo 25
"O carácter popular da «Revolução dos Cravos» impôs uma mudança radical nos hábitos, usos e costumes dos portugueses. Deles só restam, vinte anos depois, memórias difusas que para alguns têm um sabor a nostalgia
«NA SEGUNDA-FEIRA, todos ao Rossio, de calças à boca-de-sino, pulôver vermelho de bico aos ombros, colarinhos até dizer chega, cravo vermelho ao peito, criança às cavalitas forrada de autocolantes e palavras de ordem na ponta da língua!» Os nós das gravatas pareciam babeiros, mas o mais «in» era aparecer em público de colarinho pontiagudo, libertariamente desabotoado, ou aquecer a garganta para o comício permanente com uma gola alta ensinada pelos padres progressistas. As companheiras levavam socas ortopédicas para a manif e um poncho a imitar a América Latina.
Éramos massas populares, não se usava a palavra cidadão e o único carro novo minimamente aceitável era a Dyane. Estavam longe os tempos dos jipes. O mais todo-o-terreno que admitíamos, sem perigo de sermos burgueses, era o R4, sujo do barro da Reforma Agrária, portas e «capot» cobertos de cartazes, um megafone a sair da janela do pendura.
Hoje, lemos a «Olá». Então, só o «Século Ilustrado». Florbela Queiroz, sem o poder da TV, era a Catarina Furtado (Catarina, só há uma, a Eufémia e mais nenhuma) e Lisboa Capital da Cultura chamava-se Martim Moniz, era irmos todos ao Adóque ver Pides na Grelha. Ou a Belém, sendo que o nosso Centro Cultural se chamava Mercado do Povo e recuperava o espaço de um museu de etnologia cheio de peças reaccionárias de memória imperial. A nossa cultura era muito Terra-a-Terra, muito Brigada Victor Jara, e o seu templo eram os jardins e o mais pequeno palanque que comportasse uma montagem de teatro de amadores, iluminada por projectores do FAOJ. Ou o Coliseu. Já nessa altura era o Coliseu, mas nada de Galas de Chuva de Estrelas. Só Circos de Moscovo e Óperas de Pequim, ou espectáculos de solidariedade com o povo do Chile, que fazia, então, a vez do povo maubere, na nossa alma solidária. Não é certo que Quim Barreiros tenha cantado «uma gaivota voava, voava», mas é provável.
Vinte paus era uma fortuna
O antitabagismo era basto fascista. Envenenávamo-nos com Português Suave sem filtro, nada de «lights» nem «vou deixar de fumar». E ai do taberneiro reaça que se atrevesse a escrever na parede «Tabaco só ao balcão». Na Mexicana, no Café Lisboa, no Império, no Monte Carlo, na esplanada de cima do Parque, nos cafés que faziam as vezes da 24 de Julho, ao fim do dia de Revolução, os maços de Porto, que era o nosso Marlboro Lights, vinham à mesa sobre um pires e tudo era pago no fim, com uma nota de Santo António, 20 paus era uma fortuna.
O táxi custava 25 tostões, mas era para burgueses. Embora o passe social só existisse em França, de autocarro verde de dois andares é que se voltava para casa, depois de ver, na sala única do São Jorge, pela 50ª vez, o Couraçado Potemkine, que era o Jurassic Park de há vinte anos, ou o Último Tango em Paris, que sensação! Os abstémios regalavam-se com a Laranjina C em garrafa bojuda, porque a Coca-Cola ainda não aparecera e, mesmo mais tarde, não passava de uma beberragem suja do imperialismo. A Pepsi, sim, por ser engarrafada numa empresa nacionalizada, nossa. Para os outros, bagaço, que o uísque é da CIA, ou Cubas Libres. A vodca era caríssima no Porão da Nau, uma espécie de Crazy Night daqueles tempos.
O Verão era quente e o Rajá substituía as «tartitas quemadas» da Menorquina (Espanha ainda vivia sob Franco, ninguém ousaria comer o Panrico que o diabo amassava), para quem não tinha dinheiro para comer um «banana split» no Apolo 70, espécie de Cascais Shopping de 1974, onde se passeavam os modelos dos Por-fí-rios, a nossa Benetton.
Quando as crianças, que, recorde-se, frequentavam Liceus Femininos e Liceus Masculinos, e não C+S e EBI, reclamavam atenção e se recusavam a passar os fins-de-semana nos centros de trabalho e acampamentos para Pioneiros, estendíamos o bigode zapatista num sorriso amarelo, coçávamos as patilhas, comprávamos bilhetes de segunda classe para Carcavelos (a Caparica era a miragem longínqua de uma colónia de férias da FNAT) e íamos ao banho, de bermudas. É estranho pensar que os repuxos rega-relva da Alameda, nas manhãs ensolaradas dos dias de comício, eram a coisa mais parecida com um aquaparque, mas as modas mudam. Isso vê-se bem, se nos lembrarmos do que acontecia quando os putos tinham fome. O frango assado era uma sofisticação e o termo «hamburger» tinha ressonâncias nazis. Só os exilados que regressavam conheciam os prazeres proporcionados por uma croissanteria. «Pizzas», o que é isso? As Tartarugas Ninja da época eram a Heidi e o Vickie. Sai um prato de bolos, muitas bolas de Berlim, capital da RDA!"
António Costa Santos no Expresso de 23 de Abril de 1994
«NA SEGUNDA-FEIRA, todos ao Rossio, de calças à boca-de-sino, pulôver vermelho de bico aos ombros, colarinhos até dizer chega, cravo vermelho ao peito, criança às cavalitas forrada de autocolantes e palavras de ordem na ponta da língua!» Os nós das gravatas pareciam babeiros, mas o mais «in» era aparecer em público de colarinho pontiagudo, libertariamente desabotoado, ou aquecer a garganta para o comício permanente com uma gola alta ensinada pelos padres progressistas. As companheiras levavam socas ortopédicas para a manif e um poncho a imitar a América Latina.
Éramos massas populares, não se usava a palavra cidadão e o único carro novo minimamente aceitável era a Dyane. Estavam longe os tempos dos jipes. O mais todo-o-terreno que admitíamos, sem perigo de sermos burgueses, era o R4, sujo do barro da Reforma Agrária, portas e «capot» cobertos de cartazes, um megafone a sair da janela do pendura.
Hoje, lemos a «Olá». Então, só o «Século Ilustrado». Florbela Queiroz, sem o poder da TV, era a Catarina Furtado (Catarina, só há uma, a Eufémia e mais nenhuma) e Lisboa Capital da Cultura chamava-se Martim Moniz, era irmos todos ao Adóque ver Pides na Grelha. Ou a Belém, sendo que o nosso Centro Cultural se chamava Mercado do Povo e recuperava o espaço de um museu de etnologia cheio de peças reaccionárias de memória imperial. A nossa cultura era muito Terra-a-Terra, muito Brigada Victor Jara, e o seu templo eram os jardins e o mais pequeno palanque que comportasse uma montagem de teatro de amadores, iluminada por projectores do FAOJ. Ou o Coliseu. Já nessa altura era o Coliseu, mas nada de Galas de Chuva de Estrelas. Só Circos de Moscovo e Óperas de Pequim, ou espectáculos de solidariedade com o povo do Chile, que fazia, então, a vez do povo maubere, na nossa alma solidária. Não é certo que Quim Barreiros tenha cantado «uma gaivota voava, voava», mas é provável.
Vinte paus era uma fortuna
O antitabagismo era basto fascista. Envenenávamo-nos com Português Suave sem filtro, nada de «lights» nem «vou deixar de fumar». E ai do taberneiro reaça que se atrevesse a escrever na parede «Tabaco só ao balcão». Na Mexicana, no Café Lisboa, no Império, no Monte Carlo, na esplanada de cima do Parque, nos cafés que faziam as vezes da 24 de Julho, ao fim do dia de Revolução, os maços de Porto, que era o nosso Marlboro Lights, vinham à mesa sobre um pires e tudo era pago no fim, com uma nota de Santo António, 20 paus era uma fortuna.
O táxi custava 25 tostões, mas era para burgueses. Embora o passe social só existisse em França, de autocarro verde de dois andares é que se voltava para casa, depois de ver, na sala única do São Jorge, pela 50ª vez, o Couraçado Potemkine, que era o Jurassic Park de há vinte anos, ou o Último Tango em Paris, que sensação! Os abstémios regalavam-se com a Laranjina C em garrafa bojuda, porque a Coca-Cola ainda não aparecera e, mesmo mais tarde, não passava de uma beberragem suja do imperialismo. A Pepsi, sim, por ser engarrafada numa empresa nacionalizada, nossa. Para os outros, bagaço, que o uísque é da CIA, ou Cubas Libres. A vodca era caríssima no Porão da Nau, uma espécie de Crazy Night daqueles tempos.
O Verão era quente e o Rajá substituía as «tartitas quemadas» da Menorquina (Espanha ainda vivia sob Franco, ninguém ousaria comer o Panrico que o diabo amassava), para quem não tinha dinheiro para comer um «banana split» no Apolo 70, espécie de Cascais Shopping de 1974, onde se passeavam os modelos dos Por-fí-rios, a nossa Benetton.
Quando as crianças, que, recorde-se, frequentavam Liceus Femininos e Liceus Masculinos, e não C+S e EBI, reclamavam atenção e se recusavam a passar os fins-de-semana nos centros de trabalho e acampamentos para Pioneiros, estendíamos o bigode zapatista num sorriso amarelo, coçávamos as patilhas, comprávamos bilhetes de segunda classe para Carcavelos (a Caparica era a miragem longínqua de uma colónia de férias da FNAT) e íamos ao banho, de bermudas. É estranho pensar que os repuxos rega-relva da Alameda, nas manhãs ensolaradas dos dias de comício, eram a coisa mais parecida com um aquaparque, mas as modas mudam. Isso vê-se bem, se nos lembrarmos do que acontecia quando os putos tinham fome. O frango assado era uma sofisticação e o termo «hamburger» tinha ressonâncias nazis. Só os exilados que regressavam conheciam os prazeres proporcionados por uma croissanteria. «Pizzas», o que é isso? As Tartarugas Ninja da época eram a Heidi e o Vickie. Sai um prato de bolos, muitas bolas de Berlim, capital da RDA!"
António Costa Santos no Expresso de 23 de Abril de 1994
mudança...
Pela primeira vez desde 1974 um PR não apresenta no dia da liberdade, o simbolo da Revolução...
24.4.06
pensamento
"Amo-te não por quem és, mas sim por quem sou quando estou contigo..."
Gabriel García Marquéz
Gabriel García Marquéz
21.4.06
"Lista de Preferências" - Bertolt Brecht
A Ritinha desafiou-me... cá vai:
Alegrias que vivi
Dores que senti
Casos passados
Conselhos, uns vividos, outros... esquecidos!
Meninas que fomos
Mulheres que somos
Orgasmos, queremos
Ódios, não temos
Domicilios, buscamos
Adeuses não queremos
Artes desejamos
Professores que tive
Prazeres que tenho
Projectos, sempre terei
Inimigos não os tenho
Amigos sempre os vejo
Cores, todas elas
Meses, os mais quentes
Elementos mais ardentes...
Divindades, só há Uma,
Vida, é Hoje...
Morte... amanhã.
Passo a palavra há Helena, ao homem do crepe, ao colega João e ao Filipinho!
Boa poesia para todos... a base é o que está a "negrito"... o resto... é com vocês!
Alegrias que vivi
Dores que senti
Casos passados
Conselhos, uns vividos, outros... esquecidos!
Meninas que fomos
Mulheres que somos
Orgasmos, queremos
Ódios, não temos
Domicilios, buscamos
Adeuses não queremos
Artes desejamos
Professores que tive
Prazeres que tenho
Projectos, sempre terei
Inimigos não os tenho
Amigos sempre os vejo
Cores, todas elas
Meses, os mais quentes
Elementos mais ardentes...
Divindades, só há Uma,
Vida, é Hoje...
Morte... amanhã.
Passo a palavra há Helena, ao homem do crepe, ao colega João e ao Filipinho!
Boa poesia para todos... a base é o que está a "negrito"... o resto... é com vocês!
fim da semana
Está a chegar ao fim a minha semana de relatório... soube bem passar uma semaninha em casa a recordar os bons tempos (também houve bons tempos) de faculdade em que já só havia um ou dois trabalhos a fazer (de preferência que não fossem de projecto senão o ritmo não era este) e ficávamos por aí, em casa a fazê-los mas também a descansar (muito), dormir, passear... soube-me muito bem esta semana. Foi oficialmente a minha última semana de estudante! Não que já esteja tudo pronto (se nós não deixássemos nada para fazer depois, mais em cima da hora nem tinha piada), mas porque a partir da próxima o que falta tem de ser feito juntamente com o trabalho do atelier...
... o que vale é que as próximas 2 semanas vão ser a meio gás, graças a um feriado (abençoada liberdade) e a umas férias a meio da semana que transformarão 2 semanas em 2 meias semanas!
Chega de conversa para ver se hoje isto fica pronto!
... o que vale é que as próximas 2 semanas vão ser a meio gás, graças a um feriado (abençoada liberdade) e a umas férias a meio da semana que transformarão 2 semanas em 2 meias semanas!
Chega de conversa para ver se hoje isto fica pronto!
19.4.06
língua portuguesa
Existem regras gramaticais da nossa língua que sempre me irritaram... porque é que num grupo de, por exemplo, 10 pessoas, se todas são mulheres são "AS meninas", mas se houver apenas 1 menino no grupo, nos tornamos TODAS num piscar de olhos em "OS meninos"???
E atenção que eu não sou feminista!
E atenção que eu não sou feminista!
18.4.06
jogging
Hoje quando fui dar a minha voltinha matinal à "mata" (privilégios de uma semana em que não se vai trabalhar) reencontrei um casal de velhotes nos quais tinha reparado ontem... pelos vistos vão todos os dias de manhã correr para a Quinta das Conchas juntos. O engraçado é que até o fato de treino é igual e lá vão eles, felizes e contentes, fazer o seu jogging matinal juntos. Lado a lado umas vezes, noutras um deles ligeiramente mais à frente do outro... mas sempre perto...
... quando chegar a minha vez também quero fazer o mesmo... os dois a correr com fatos de treino iguais.
... quando chegar a minha vez também quero fazer o mesmo... os dois a correr com fatos de treino iguais.
17.4.06
16.4.06
Páscoa
Páscoa é mais que coelhinhos, feriados, ovos e folares (apesar de tudo o que de bom isso representa)
Páscoa é sinal de VITÓRIA!
Páscoa é sinal de VITÓRIA!
15.4.06
14.4.06
12.4.06
nova palavra
Nasceu assim uma nova palavra:
"oi linditazitainhazonazassa"
essa sou eu! e a palavra, autoria do Benito =)
"oi linditazitainhazonazassa"
essa sou eu! e a palavra, autoria do Benito =)
11.4.06
8.4.06
7.4.06
profissões
De manhã quando vou para o atelier passo todos os dias num cruzamento com um polícia sinaleiro... e é ver a alegria no trabalho...
Não é especialmente perigoso, não tem assim tanto trânsito quanto isso, mas lá está ele, todos os dias, de apito na boca a fazer sinais sem fim todo emproado qual galo. O sr polícia até é simpático, mas o ar com que manda parar os carros, andar os carros, parar os peões na passadeira, andar os peões na passadeira é surreal...
Não é especialmente perigoso, não tem assim tanto trânsito quanto isso, mas lá está ele, todos os dias, de apito na boca a fazer sinais sem fim todo emproado qual galo. O sr polícia até é simpático, mas o ar com que manda parar os carros, andar os carros, parar os peões na passadeira, andar os peões na passadeira é surreal...
6.4.06
ontem...
Disseram-me:
"Hoje é importante sairmos daqui com a sensação de que o trabalho avançou realmente... até amanhã."
Queriam dizer:
"Vou-me embora mas tu vê lá se ficas cá a trabalhar até tarde para ver se acabas isso ainda esta semana!"
é a poesia...
"Hoje é importante sairmos daqui com a sensação de que o trabalho avançou realmente... até amanhã."
Queriam dizer:
"Vou-me embora mas tu vê lá se ficas cá a trabalhar até tarde para ver se acabas isso ainda esta semana!"
é a poesia...
5.4.06
Saudades deste tempo...
Recebi isto ontem por mail... vejam lá se não foram dos melhores tempos da vossa vida???
"De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "á prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar à frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.
Jogávamos ao elástico e á barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles? Parabéns! (...)"
"De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "á prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar à frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.
Jogávamos ao elástico e á barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles? Parabéns! (...)"
4.4.06
programa da noite de ontem
Ontem, depois do passeio do costume pela internet, a voltinha dos joguinhos de sempre, e a conversa com os amigos de todos os dias, um desses mesmos amigos me perguntou: "Como é que faço para ter um blog?". A partir daí começámos toda uma caminhada até ao nascimento de mais um "umbigo" da internet...
1º e mais dificil decisão: o NOME... o nome do blog é sempre o que de pior existe... como disse, é mais fácil dar um nome a um filho que a um blog... entretanto, ficámos a saber que eu gosto de inês, beatriz e gonçalo e ele de abigail, rute e filipe (essa eterna mania que os homens têm de se prolongar nos filhos...). Depois de algumas hipóteses, chegámos AO nome... giro, que soa bem, que tem a ver com o dono e que não está já atribuido (sim, porque se no mundo existem muitas beatrizes e muitos filipes... blogs com o mesmo nome, assim, igualzinho, igualzinho... não há!).
A partir deste momento veio a parte mais complicada... "como é que eu ponho a foto assim como tu tens ao lado do meu nome em pequenino?" Buscas e mais buscas, porque isto é quase como um cego a guiar outro cego (é mais um miope a guiar o cego... menos mal) e lá chegámos a uma conclusão... depois de termos falhado a primeira tentativa (a foto era muito pesada) lá conseguimos à segunda... o messenger volta a piscar... "não aparece... o que é que faço?". Mais umas dicas e ei-lo! O rapaz já tem um blog e eu serei uma assuídua presença pelas notas que por lá se tocam... Mas quando passarmos à fase seguinte de formatação (ai os templates...) a ver se a fazemos cara a cara porque explicações do "modus operandi" da blogosfera via messenger... não é assim muito prática... é contudo BEM divertida!"
(Espero que tenhas acordado a horas... qualquer dia tás como eu... cada dia a dormir menos!)
1º e mais dificil decisão: o NOME... o nome do blog é sempre o que de pior existe... como disse, é mais fácil dar um nome a um filho que a um blog... entretanto, ficámos a saber que eu gosto de inês, beatriz e gonçalo e ele de abigail, rute e filipe (essa eterna mania que os homens têm de se prolongar nos filhos...). Depois de algumas hipóteses, chegámos AO nome... giro, que soa bem, que tem a ver com o dono e que não está já atribuido (sim, porque se no mundo existem muitas beatrizes e muitos filipes... blogs com o mesmo nome, assim, igualzinho, igualzinho... não há!).
A partir deste momento veio a parte mais complicada... "como é que eu ponho a foto assim como tu tens ao lado do meu nome em pequenino?" Buscas e mais buscas, porque isto é quase como um cego a guiar outro cego (é mais um miope a guiar o cego... menos mal) e lá chegámos a uma conclusão... depois de termos falhado a primeira tentativa (a foto era muito pesada) lá conseguimos à segunda... o messenger volta a piscar... "não aparece... o que é que faço?". Mais umas dicas e ei-lo! O rapaz já tem um blog e eu serei uma assuídua presença pelas notas que por lá se tocam... Mas quando passarmos à fase seguinte de formatação (ai os templates...) a ver se a fazemos cara a cara porque explicações do "modus operandi" da blogosfera via messenger... não é assim muito prática... é contudo BEM divertida!"
(Espero que tenhas acordado a horas... qualquer dia tás como eu... cada dia a dormir menos!)
mais um...
Meus amigos... mais um que foi mordido pelo bichinho...
Força nisso filipinho, estou ansiosa por saber que breves músicas vão passar por aí!
Força nisso filipinho, estou ansiosa por saber que breves músicas vão passar por aí!
3.4.06
2.4.06
1.4.06
arquitectos...
Existem na Natureza seres vivos noctívagos: morcegos, melgas, lobisomens,guardas nocturnos, mulheres da vida, chulos, pessoal das discotecas e arquitectos. É vê-los estes últimos, madrugada alta, nas tascas e estações de serviço abertas, a engolirem tostas mistas e a sorverem uma quantidade prodigiosa de cafés. Isto acontece porque têm trabalhos para entregar e, como o dia só tem vinte e quatro horas, trabalham de noite (?). Não seria desagradável de todo não fosse terem de continuar a trabalhar no dia seguinte.
De resto, pelo que tenho ouvido dizer, pautam-se por um intenso convívio profissional e social e são, ao contrário do que possa parecer, extremamente produtivas. Dizem-me também que, embora não haja duas directas iguais, existem invariáveis em todas as "sessões". São assim as directas dos arquitectos: Os preparativos são fundamentais - cigarros para toda a noite, música, alguma coisa para beber. A primeira fase, até às 2h00, é fácil de vencer. É nesta altura que a fome ataca, o que se resolve bem (o cafézinho da esquina fecha a essa hora). Após duas tostas de queijo, um prego no pão, dois finos e três cafés, o pessoal está apto a continuar a noitada. Neste momento, os mais tinhosos inventam desculpas parvas para se retirarem e ficam só os bons, que prosseguem alegremente noite adentro. A etapa seguinte é mais dura. Em primeiro lugar liga-se o rádio para distrair porque já estão todos fartos de ouvir sempre os mesmos cd's que o Chico trouxe (nome invariável). Infelizmente, os programas são todos execráveis a partir das três da manhã! E volta-se aos cd's do Chico... Nesta altura, atraiçoados por uma tão grande alteração do biorritmo, os intestinos dos mais sensíveis queixam-se, obrigando o pessoal a idas frequentes ao W.C. Há alguns que aproveitam mesmo esta ida à casinha para passar pelas brasas (uma vez encontraram o Chico a dormir enrolado no chão com a cabeça em cima de um rolo de papel higiénico - foi descoberto porque ressonava!) Mas já são seis da manhã. É a fase derradeira e mais violenta, quando o cansaço se torna difícil de vencer e o trabalho rende menos. Nesta altura, fartos dos cd's, voltam a ligar o rádio, verificando com consternação que todas as estações estão a transmitir o boletim para a agricultura. O que vale é que o outro café abre às sete e meia. O dia nasce e o trabalho nem sequer está perto do fim...Torna-se imperioso uma segunda directa, o que já não é para toda a gente. Muito menos a terceira, onde se vê quem são os valentes... O episódio que me contaram passou-se, precisamente, na terceira directa consecutiva. O pessoal estava mortiço: tinham os olhos em bico e o ritmo de trabalho era muito lento. Às três da manhã tocou a campainha. O Chico foi abrir, arrastando-se até à porta. Era o Zé Manel (outro nome invariável) da sala ao lado que também estava a fazer directa. Trazia uma garrafa de bagaço lá da terra dele. "Serve para dar ânimo - uma autêntica poção mágica!", disse eufórico. Todos beberam daquilo, brindando. E, gradualmente, operou-se uma mudança radical na sala. Num crescendo inexorável, o pessoal começou a ganhar vivacidade: uns assobiavam e cantarolavam, outros contavam anedotas; davam-se palmadas nas costas; o optimismo reinava e o moral da tropa era elevado; o trabalho, esse progredia a um ritmo esfuziante - não é que o raio da beberagem tinha mesmo estimulado? Mas, tão subtilmente como crescera, o ritmo tornou a decair. Os assobios morreram nos lábios e o ambiente tornou-se pastoso - podiam ouvir-se as moscas por entre as nuvens do fumo do tabaco. Subitamente, um enorme estrondo! Era o Chico que se tinha estatelado no chão. Adormeceu a meio de uma linha mas continuou a desenhar até que ultrapassou a beira do estirador... Ao seu lado jazia a caneta com que desenhava, bico cravado no soalho. O trabalho parou imediatamente e foram levá-lo ao hospital onde dormiu quarenta e oito horas seguidas. Quanto aos outros, foi cada um para sua casa de táxi, não fossem acontecer coisas mais graves... Tudo isto é absolutamente verdadeiro. (Obrigado pela história, Manel!)
(não sei se é verdade ou não... mas de certeza que, se esta não é... há outras que tais que o serão...)
De resto, pelo que tenho ouvido dizer, pautam-se por um intenso convívio profissional e social e são, ao contrário do que possa parecer, extremamente produtivas. Dizem-me também que, embora não haja duas directas iguais, existem invariáveis em todas as "sessões". São assim as directas dos arquitectos: Os preparativos são fundamentais - cigarros para toda a noite, música, alguma coisa para beber. A primeira fase, até às 2h00, é fácil de vencer. É nesta altura que a fome ataca, o que se resolve bem (o cafézinho da esquina fecha a essa hora). Após duas tostas de queijo, um prego no pão, dois finos e três cafés, o pessoal está apto a continuar a noitada. Neste momento, os mais tinhosos inventam desculpas parvas para se retirarem e ficam só os bons, que prosseguem alegremente noite adentro. A etapa seguinte é mais dura. Em primeiro lugar liga-se o rádio para distrair porque já estão todos fartos de ouvir sempre os mesmos cd's que o Chico trouxe (nome invariável). Infelizmente, os programas são todos execráveis a partir das três da manhã! E volta-se aos cd's do Chico... Nesta altura, atraiçoados por uma tão grande alteração do biorritmo, os intestinos dos mais sensíveis queixam-se, obrigando o pessoal a idas frequentes ao W.C. Há alguns que aproveitam mesmo esta ida à casinha para passar pelas brasas (uma vez encontraram o Chico a dormir enrolado no chão com a cabeça em cima de um rolo de papel higiénico - foi descoberto porque ressonava!) Mas já são seis da manhã. É a fase derradeira e mais violenta, quando o cansaço se torna difícil de vencer e o trabalho rende menos. Nesta altura, fartos dos cd's, voltam a ligar o rádio, verificando com consternação que todas as estações estão a transmitir o boletim para a agricultura. O que vale é que o outro café abre às sete e meia. O dia nasce e o trabalho nem sequer está perto do fim...Torna-se imperioso uma segunda directa, o que já não é para toda a gente. Muito menos a terceira, onde se vê quem são os valentes... O episódio que me contaram passou-se, precisamente, na terceira directa consecutiva. O pessoal estava mortiço: tinham os olhos em bico e o ritmo de trabalho era muito lento. Às três da manhã tocou a campainha. O Chico foi abrir, arrastando-se até à porta. Era o Zé Manel (outro nome invariável) da sala ao lado que também estava a fazer directa. Trazia uma garrafa de bagaço lá da terra dele. "Serve para dar ânimo - uma autêntica poção mágica!", disse eufórico. Todos beberam daquilo, brindando. E, gradualmente, operou-se uma mudança radical na sala. Num crescendo inexorável, o pessoal começou a ganhar vivacidade: uns assobiavam e cantarolavam, outros contavam anedotas; davam-se palmadas nas costas; o optimismo reinava e o moral da tropa era elevado; o trabalho, esse progredia a um ritmo esfuziante - não é que o raio da beberagem tinha mesmo estimulado? Mas, tão subtilmente como crescera, o ritmo tornou a decair. Os assobios morreram nos lábios e o ambiente tornou-se pastoso - podiam ouvir-se as moscas por entre as nuvens do fumo do tabaco. Subitamente, um enorme estrondo! Era o Chico que se tinha estatelado no chão. Adormeceu a meio de uma linha mas continuou a desenhar até que ultrapassou a beira do estirador... Ao seu lado jazia a caneta com que desenhava, bico cravado no soalho. O trabalho parou imediatamente e foram levá-lo ao hospital onde dormiu quarenta e oito horas seguidas. Quanto aos outros, foi cada um para sua casa de táxi, não fossem acontecer coisas mais graves... Tudo isto é absolutamente verdadeiro. (Obrigado pela história, Manel!)
(não sei se é verdade ou não... mas de certeza que, se esta não é... há outras que tais que o serão...)
30.3.06
no trânsito
Hoje, quando vinha para o atelier, parada no trânsito, olhei pelo retrovisor para o "vizinho" de trás... estava a "limpar a casa" se é que me entendem...
Lembro-me de ser catraia e da minha mãe me dizer para não pôr o dedo no nariz... também é do senso comum que a esmagadora maioria de nós (infelizmente) provou os ditos...
Agora aos 50/60 anos vir no trânsito a tirar o dedo do nariz e a pôr na boca... POR FAVOR!!!
Lembro-me de ser catraia e da minha mãe me dizer para não pôr o dedo no nariz... também é do senso comum que a esmagadora maioria de nós (infelizmente) provou os ditos...
Agora aos 50/60 anos vir no trânsito a tirar o dedo do nariz e a pôr na boca... POR FAVOR!!!
sem maldade...
"...Tira a roupa e vem falar comigo..."
(ele há coisas que se dizem sem maldade mas que soam tão mal...)
(ele há coisas que se dizem sem maldade mas que soam tão mal...)
29.3.06
tudo se vende... tudo se compra...

Autocarros amarelos à venda Os autocarros escolares amarelos de Nova Orleães não escaparam à fúria das cheias provocadas pelo furacão Katrina, em Agosto do ano passado. Com o orçamento em baixo, o sistema escolar público da cidade decidiu vender a frota inundada no site de leilões eBay. Esta semana vai ser leiloado apenas um autocarro para se perceber o interesse dos eventuais compradores. Foto: David J. Phillip/AP
No Público
no atelier...
Assim como na Sic há a "Tertúlia cor-de-rosa" no atelier há a "Tertúlia RAL 7011".
Todos os dias, entre as 17 e as 17h30...
Todos os dias, entre as 17 e as 17h30...
as minhas desculpas...
Entre reuniões com os bombeiros, com o departamento de resíduos sólidos (um nome pomposo para dizer LIXO) um licenciamento que devia estar a ser feito à um mês e vai ter duas semanas para aparecer feito não tenho tido grande tempo para vir aqui... tenho saudades de ler e ser lida... enfim... melhores dias virão!
27.3.06
frase
"Cada pessoa é um afluente da longa memória do mundo..Insubstituivel como experiência e como testemunho... "
23.3.06
colegas
Este foi o postal de aniversário que os meus colegas do atelier prepararam para mim... falta a parte de fora que parecia um panfleto a uma conhecida marca de cozinhas... Não pensem que foi por eu ser muito comilona (aí estaria provavelmente agarrada a um croissant de chocolate ou um pastelinho de nata e não a uma coxa de frango...). A questão é que eu já deito cozinhas pelos olhos!!!
Ah! E isto é uma montagem... eu só cedi os direitos de imagem!
Obrigada a todos!
22.3.06
ainda a propósito da liberdade...
Um colega meu da faculdade irá em princípio estagiar para o atelier do Rem Koolhaas. Na entrevista disseram-lhe que "não há horários", só tens tempo para dormir e mais nada e que as refeições são feitas no atelier num self-service disponível.
Cá no atelier chamámos ao sistema o "regime de pensão completa". Para quê preocupares-te com gastos com casa e comida? Aliás, deve ser por isso mesmo que nesse tipo de ateliers os estagiários não são pagos ou são muito mal pagos... para quê? Se quiseres nem precisas de alugar casa, deve dar sempre para umas sestazinhas sobre o teclado ou o cartão maquete...
Mas atenção, para não pensarmos que tudo é mau, como são amigos ainda dão, depois dos concursos uns diazinhos de férias... ou seja... entras em período de liberdade condicional - hipotéticamente és livre de sair (ou mais realisticamente, VIVER) mas deves no fundo, no fundo querer é dormir (é aí a altura para alugar casa por meia dúzia de dias)...
Resta dizer que isto não é para quem pode... é para quem quer...
Cá no atelier chamámos ao sistema o "regime de pensão completa". Para quê preocupares-te com gastos com casa e comida? Aliás, deve ser por isso mesmo que nesse tipo de ateliers os estagiários não são pagos ou são muito mal pagos... para quê? Se quiseres nem precisas de alugar casa, deve dar sempre para umas sestazinhas sobre o teclado ou o cartão maquete...
Mas atenção, para não pensarmos que tudo é mau, como são amigos ainda dão, depois dos concursos uns diazinhos de férias... ou seja... entras em período de liberdade condicional - hipotéticamente és livre de sair (ou mais realisticamente, VIVER) mas deves no fundo, no fundo querer é dormir (é aí a altura para alugar casa por meia dúzia de dias)...
Resta dizer que isto não é para quem pode... é para quem quer...
ditadura assentida
O PSD Madeira considera inoportuno celebrar o 25 de Abril...
Não me estranha... aquilo cada vez se parece mais com uma ditadura...
Aliás, se em vez de flores tivesse petróleo George Bush já teria ido lá salvar os oprimidos madeirenses...
A notícia completa aqui
Não me estranha... aquilo cada vez se parece mais com uma ditadura...
Aliás, se em vez de flores tivesse petróleo George Bush já teria ido lá salvar os oprimidos madeirenses...
A notícia completa aqui
centésima lição
Lembro-me de, quando andava na escola, celebrarmos nas aulas a nossa centésima lição. Era uma boa desculpa para perdermos uma aula e celebrarmos sabe-se lá o quê... provavelmente o facto de termos estados sentados durante 100 horas seguidas a ouvir um professor a debitar uma qualquer matéria que muitas vezes não nos interessava assim muito. Provavelmente era mais um motivo de celebração para o professor por ter sobrevivido a 100 horas na companhia de 30 alminhas criativas e capazes dos maiores disparates (sempre tive o privilégio de ficar em turmas "bem dispostas")... A verdade é que era dia de sumos, bolinhos, jogos e afins... de passar uma hora na amena cavaqueira com os colegas e o professor sentados no parapeito da janela da sala de aulas... Era uma altura em que falávamos com os professores sobre outros assuntos que não fossem o pretérito mais que perfeito do verbo "passear" ou que a combinação de sei lá o quê...
Este é o meu centésimo post... ia falar sobre o dia mundial da água mas ao reparar em tão redondinho número, achei que devia fazer uma pausa... já me ouviram a falar 100 vezes... confesso que inicialmente não pensei chegar até aqui... o que começou por ser uma experiência tornou-se num hábito bastante agradável...
Obrigada por me ouvirem (ou lerem). Cá estaremos por mais 100 a molhar a cara à malta! =)
Aí à uns tempos o Tiago escreveu: "gosto muito de ter um blógue".
Este é o meu centésimo post... ia falar sobre o dia mundial da água mas ao reparar em tão redondinho número, achei que devia fazer uma pausa... já me ouviram a falar 100 vezes... confesso que inicialmente não pensei chegar até aqui... o que começou por ser uma experiência tornou-se num hábito bastante agradável...
Obrigada por me ouvirem (ou lerem). Cá estaremos por mais 100 a molhar a cara à malta! =)
Aí à uns tempos o Tiago escreveu: "gosto muito de ter um blógue".
Eu também!
21.3.06
dia internacional da poesia
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
6 meses depois

e tudo o vento levou...
Nova Orleães... a cidade depois do Katrina...
dá que pensar...
foto-reportagem na Visão
20.3.06
17.3.06
foto da semana
hoje

hoje é dia de:
jantar no indiano, rever colegas, rever amigos, contar histórias do tempo da faculdade (quem me ouve parece que foi à muito tempo...), saber novidades da faculdade, saber novidades dos colegas, dos amigos, saber de outros estágios diferentes do meu, ir até ao Bairro, rever outros amigos, provavelmente outros colegas, chegar a casa bem tarde com a sensação de que deviamos fazer isto mais vezes, chegar a casa bem tarde com a sensação de que o dia correu bem...
16.3.06
frases em cadeia
O Pedro escreveu esta frase:
"De um grande Amor apenas poderemos dizer que é tudo uma questão de tempo.De uma grande Paixão, que não há tempo para mais nada".
Lembrou-me esta:
Quando se acredita que as coisas podem ser perfeitas não há tarde. Talvez haja fora de horas mas tarde não...
"De um grande Amor apenas poderemos dizer que é tudo uma questão de tempo.De uma grande Paixão, que não há tempo para mais nada".
Lembrou-me esta:
Quando se acredita que as coisas podem ser perfeitas não há tarde. Talvez haja fora de horas mas tarde não...
às três e meia
"- Sara Henriques às três e meia quero os cartazes prontos.
- Às três e meia não estão...
- Pronto... às três e trinta e cinco...
(silêncio)
- Ok, às quatro que é a hora a que saio."
As borlas do patronato...
- Às três e meia não estão...
- Pronto... às três e trinta e cinco...
(silêncio)
- Ok, às quatro que é a hora a que saio."
As borlas do patronato...
cabeleireiro
ela foi cortar o cabelo...
... não gostou do corte mas gostou do cabeleireiro...
agora tem de fazer ton sur ton para o rever...
... não gostou do corte mas gostou do cabeleireiro...
agora tem de fazer ton sur ton para o rever...
15.3.06
é isso aí!
Pensamento
"Não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das abelhas."
William Shakespeare
14.3.06
Se eu fosse uma triologia...
![]() |
graças à mary tenho descoberto uns testes bem interessantes... o meu obrigado!
não percebo...
Não consigo perceber estes fenómenos... a sério que não. Não sei como é que se entra em contra-mão numa auto-estrada e só se dá conta não sei quantos kms depois... e também não percebo como é que se entra numa auto-estrada em contra-mão consciente, sabendo que se vai pôr em risco a nossa própria vida (o que ainda é como o outro...) e a vida de outros... e como normalmente esta gente nem pode ser punida ou internada ou o que seja, porque morrem, julgo que é algo que nunca vou perceber... há coisas no mundo que me dão a volta à cabeça.
parabéns
Hoje de manhã, antes de vir para o atelier passei por um quiosque e duas papelarias até descobrir finalmente o nº 69 da Arquitectura e Vida. Porquê? Como me disseram há umas semanas... "traz lá quatro páginas porreiras de um arquitecto chamado Pedro Duarte Bento". Eu conheço a "peça", muitos de vós também e tenho muito orgulho disso! Portanto malta, toca a pesquisar... podem começar por aqui que o rapaz não é só crepe.
Nas bancas, AV nº 69 de Março de 2006, págs 68 a 71!
Mais uma vez, PARABÉNS!
Nas bancas, AV nº 69 de Março de 2006, págs 68 a 71!
Mais uma vez, PARABÉNS!
mudanças
Ando a testar os templates... já consegui perceber umas coisinhas... mas há outras que permanecem uma incógnita... onde raio é que eu mudo aquela treta "about me" e o "view my complete profile"???
13.3.06
A primaVera chegou...
Já tinha saudades do sol, do calor, das tardes na esplanada, dos gelados (ai ai os "TopChoc's" ...), de andar na rua sem casaco e sem ter frio, de sair às 19 e ainda estar sol, de passar a tarde a desejar estar na praia sem poder, de ter a janela do atelier aberta... meus amigos... parece que a primaVera finalmente chegou!
o espectro
como já foi dito por aí o espectro fechou a loja. Confesso que tenho alguma pena... por vezes eram lá ditas coisas com algum interesse... mas a vida é assim... continua sempre apesar das baixas... e há coisas que não são para quem quer... são para quem pode.
preto
estou cansada do preto... hoje apetece-me LUZ! daí a mudança... não é tão espectacular como algumas que se vêm por aí por esses blogs cromos a fora... mas é o que se consegue arranjar...
10.3.06
conflito
o conflito de gerações é uma coisa tramada... e o pior é que mesmo sabendo que estás certa parece que vais fazer algo de errado...
9.3.06
a galinha da vizinha é sempre pior que a minha...
Ao dar a volta à actualidade pelos jornais do costume, deparo-me com esta notícia.
Não estou contra nada do que é dito, considero que esta é de facto uma situação preocupante, como muitas que existem no nosso país ao nível dos direitos humanos (continuo a dizer que isto muitas vezesn se parece mais com uma extensão do norte de África e não tanto parte ou mesmo um prolongamento da Europa...).
Acho curioso é que esse estudo tenha sido feito por um país de onde ultimamente têm vindo a lume casos escabrosíssimos (bela palavra...) de ataque claro aos direitos mais básicos do ser humano... não li uma frase que fosse que mencionásse os direitos humanos dos presos de Guantanamo ou das muitas prisões iraquianas... é que esses não devem ser seres humanos...
Não estou contra nada do que é dito, considero que esta é de facto uma situação preocupante, como muitas que existem no nosso país ao nível dos direitos humanos (continuo a dizer que isto muitas vezesn se parece mais com uma extensão do norte de África e não tanto parte ou mesmo um prolongamento da Europa...).
Acho curioso é que esse estudo tenha sido feito por um país de onde ultimamente têm vindo a lume casos escabrosíssimos (bela palavra...) de ataque claro aos direitos mais básicos do ser humano... não li uma frase que fosse que mencionásse os direitos humanos dos presos de Guantanamo ou das muitas prisões iraquianas... é que esses não devem ser seres humanos...
ainda a propósito do dia da mulher...
Ontem um amigo meu disse:
"As mulheres não têm dia... as mulheres são O dia..."
Não gosto do chamado Dia da Mulher... como não gosto do chamado Dia dos Namorados... não gosto da obrigação de celebrar algo que deve ser celebrado a cada dia... porque nos restantes 364 dias do ano (e 365 de 4 em 4 anos), as mulheres continuam a ser mulheres e dignas de interesse, e os namorados continuam a ser namorados, portanto não preciso que me digam quando devo dar um presente, fazer um carinho ou uma surpresa.
As coisas estarão bem quando não for necessário lembrarem-nos aquilo que devia estar sempre presente nas nossas mentes!
"As mulheres não têm dia... as mulheres são O dia..."
Não gosto do chamado Dia da Mulher... como não gosto do chamado Dia dos Namorados... não gosto da obrigação de celebrar algo que deve ser celebrado a cada dia... porque nos restantes 364 dias do ano (e 365 de 4 em 4 anos), as mulheres continuam a ser mulheres e dignas de interesse, e os namorados continuam a ser namorados, portanto não preciso que me digam quando devo dar um presente, fazer um carinho ou uma surpresa.
As coisas estarão bem quando não for necessário lembrarem-nos aquilo que devia estar sempre presente nas nossas mentes!
8.3.06
repetições
7.3.06
Ai, ai a minha aura...

Your aura shines Yellow!
What Color Is Your Aura?
brought to you by Quizilla
Não sei se será muito assim... mas também, quem disse que um computador sabe alguma coisa da minha aura???
6.3.06
fim-de-semana
sábado, o passeio foi por aqui ...Muito bons reencontros e muito bons programas, para mim o sábado perfeito com boa música, muitos amigos, pouca confusão e conversa até às "quinhentas". Sabem como é, estamos num sítio e começamos a falar em ir embora, mas a conversa que é como as cerejas impede-nos de sair dali... saímos, "as cerejas" não acabam e continuamos à porta e ao frio com a mesma conversa (com a agravante de nos questionarmos porque é que não ficámos do lado de dentro da porta onde a temperatura era mais amena...). Cada um entra para os seus carros e entre boleias a conversa prossegue à porta de casa de alguém dentro do carro, com o resto da coca-cola do jantar a servir de combate ao sono. Às quatro da manhã volto para casa cansada mas com a sensação de que o dia correu bem.
domingo, dia de pôr o sono em dia e de dar uma vista de olhos aos filmes dos Óscares... é bom, mas não é O melhor...
3.3.06
Passagem
O êxtase do ar e a palavra do vento
Povoaram de ti meu pensamento.
Mar Novo - Sophia de Mello Breyner Andressen
Povoaram de ti meu pensamento.
Mar Novo - Sophia de Mello Breyner Andressen
há dias
há dias em que o coração bate mais depressa...
com mais força...
quase que salta para fora...
... há dias em que o sorriso parece mais fácil...
faz-me lembrar uma história que li...
com mais força...
quase que salta para fora...
... há dias em que o sorriso parece mais fácil...
faz-me lembrar uma história que li...
2.3.06
mais uma frase da blogosfera...
também conheço quem teria um discurso parecido com este... quer dizer... o discurso nem é este, que parece mal. É bem mais polidinho... mas no fundo, no fundo, vai dar exactamente a isto aqui !
o melhor crepe do mundo...
Até ver, o melhor crepe que conheço não se come... lê-se!
E a partir de agora de mais longe... boa viagem e contamos com novidades de Barça! O que vale é que para provar o crepe é só clicar aqui !
(a concorrência é feroz... também há crepes que se comem que são bem bons... mas não nos fazem sonhar! ;)
E a partir de agora de mais longe... boa viagem e contamos com novidades de Barça! O que vale é que para provar o crepe é só clicar aqui !
(a concorrência é feroz... também há crepes que se comem que são bem bons... mas não nos fazem sonhar! ;)
1.3.06
o melhor bolo de bolacha do mundo...
até prova em contrário, o melhor bolo de bolacha do mundo come-se em Faro, mas ao contrário do bolo de chocolate não está ao alcance de qualquer um... é necessário ser amiga de um "electrão"!
o tesouro
uma boa notícia
já chove...
Voltei! Como era de esperar o fim de semana foi agitado o suficicente para não me lembrar de computadores. Voltaremos a ter chuvinha miudinha por estas bandas!
24.2.06
Eu sou testemunha...
Meus amigos, conhecidos e desconhecidos: Eu sou testemunha! Aqui testifico que até prova em contrário, O MELHOR BOLO DE CHOCOLATE DO MUNDO está à espera de todos nós em Campo de Ourique na R. Coelho da Rocha, 99. Ora aí está um bom sítio para ir no sábado à tarde. Acreditem... qualquer desvio VALE A PENA!
p.s. - não vão no domingo nem no feriado. vão bater com o nariz na porta.
p.s.2 - assim que chegarem ao pé da esquina em que se encontra esta iguaria vão sentir o cheiro a chocolate... aqui "o nariz não engana"
p.s.3 - não tenho nenhuma comissão, acreditem... mas há coisas que de tão boas, são para ser partilhadas...
p.s.4 - se lá forem não se esqueçam de vir aqui testificar desta maravilha!
E com isto me despeço... vou de fim-de-semana prolongado para a Lousã, e estou no dilema de levar ou não o portátil para ir "blogando"... em princípio nos próximos 4 dias não há chuva miudinha para ninguém... por isso aproveitem bem o sol que aqui a chuva vai molhar para outras bandas...
p.s. - não vão no domingo nem no feriado. vão bater com o nariz na porta.
p.s.2 - assim que chegarem ao pé da esquina em que se encontra esta iguaria vão sentir o cheiro a chocolate... aqui "o nariz não engana"
p.s.3 - não tenho nenhuma comissão, acreditem... mas há coisas que de tão boas, são para ser partilhadas...
p.s.4 - se lá forem não se esqueçam de vir aqui testificar desta maravilha!
E com isto me despeço... vou de fim-de-semana prolongado para a Lousã, e estou no dilema de levar ou não o portátil para ir "blogando"... em princípio nos próximos 4 dias não há chuva miudinha para ninguém... por isso aproveitem bem o sol que aqui a chuva vai molhar para outras bandas...
o cheirete
Hoje no atelier saímos mais cedo... quer dizer...
hoje no atelier saímos à hora em que era suposto sairmos todos os dias... mas enfim...
a razão de tão fantástica "borla"? O cheirete!!!
Como já tinha falado andamos em melhoramentos, e para além da cozinha, agora as obras chegaram à garagem e entrada. Então andam a pôr uma substância qualquer no chão da dita, uma espécie de tinta cinzenta escura mas que tem um acabamento mais resistente que a tinta comum. As características técnicas de determinada solução não vêm ao caso, a ideia é melhorar o aspecto da entrada tornando aquilo numa espécie de "buraco negro" em que sobressai a passadeira metálica que nos dirige ao atelier propriamente dito... bem... as características espaciais e conceptuais de ditas obras também não vêm muito ao caso deste post... a questão fundamental era mesmo o cheirete que a dita "tinta" deixava! Basicamente parecia que tinham andado a lavar o chão, as paredes, os tectos e o que mais houvesse com diluente.
Então hoje o dia foi passado de janela aberta para arejar e levar o cheiro para longe e o ar condicionado ligado para cortar o frio que entrava na janela... todo este cenário só trouxe uma coisa positiva (para além do óbvio que é a entrada estar a ficar mais apresentável...) : Sexta-feira, ainda não eram 18:00 e estávamos com o pé fora do atelier!!! O melhor... o melhor veio a seguir!
hoje no atelier saímos à hora em que era suposto sairmos todos os dias... mas enfim...
a razão de tão fantástica "borla"? O cheirete!!!
Como já tinha falado andamos em melhoramentos, e para além da cozinha, agora as obras chegaram à garagem e entrada. Então andam a pôr uma substância qualquer no chão da dita, uma espécie de tinta cinzenta escura mas que tem um acabamento mais resistente que a tinta comum. As características técnicas de determinada solução não vêm ao caso, a ideia é melhorar o aspecto da entrada tornando aquilo numa espécie de "buraco negro" em que sobressai a passadeira metálica que nos dirige ao atelier propriamente dito... bem... as características espaciais e conceptuais de ditas obras também não vêm muito ao caso deste post... a questão fundamental era mesmo o cheirete que a dita "tinta" deixava! Basicamente parecia que tinham andado a lavar o chão, as paredes, os tectos e o que mais houvesse com diluente.
Então hoje o dia foi passado de janela aberta para arejar e levar o cheiro para longe e o ar condicionado ligado para cortar o frio que entrava na janela... todo este cenário só trouxe uma coisa positiva (para além do óbvio que é a entrada estar a ficar mais apresentável...) : Sexta-feira, ainda não eram 18:00 e estávamos com o pé fora do atelier!!! O melhor... o melhor veio a seguir!
assim como a blogomania, a nostalgia pega-se...
do que eu tenho mais saudades é:
- das bombocas, das sombrinhas da Regina e dos chocolates na árvore de Natal
- da Ana dos Cabelos Ruivos, da Flappy (até tive uma cadela com esse nome), do Tom Sawyer, duns desenhos animados de uns anões que nem me lembro do nome assim como uns do corpo humano
- do Macgyver aos domingos à tarde
- das festas de Verão na terra das minhas primas (e respectivos "amores")
- das quartas-feiras em que chegávamos mais tarde à dita festa (a saber, "Festa do Nadrupe" em que "Nadrupe" era a aldeia) porque estávamos a ver os Jogos Sem Fronteiras.
- do tempo em que Portugal ganhava alguma coisa - os Jogos sem Fronteiras
- do Michael Knight (lembram-se da loucura que foi quando o dito veio ao CascaisShopping?)
- definitivamente de jogar ao elástico, aos polícias e ladrões e à apanhada
- do pino à parede
- das sandes de pão com mel que a minha avó me mandava na lancheira para a escola
- até de demorar quase 3 horas para ir até à Lourinhã, numa estrada em que não fazias mais de 100 m seguidos em linha recta e com a minha irmã ao lado que ficava sempre mal disposta nas viagens
- das férias nas Minas de S. Domingos a tomar banho na Tapada
- de jogar pac-man e um jogo do Popey no Spectrum da minha vizinha de cima (lá em casa os computadores entraram muito mais tarde...)
- ...
- das bombocas, das sombrinhas da Regina e dos chocolates na árvore de Natal
- da Ana dos Cabelos Ruivos, da Flappy (até tive uma cadela com esse nome), do Tom Sawyer, duns desenhos animados de uns anões que nem me lembro do nome assim como uns do corpo humano
- do Macgyver aos domingos à tarde
- das festas de Verão na terra das minhas primas (e respectivos "amores")
- das quartas-feiras em que chegávamos mais tarde à dita festa (a saber, "Festa do Nadrupe" em que "Nadrupe" era a aldeia) porque estávamos a ver os Jogos Sem Fronteiras.
- do tempo em que Portugal ganhava alguma coisa - os Jogos sem Fronteiras
- do Michael Knight (lembram-se da loucura que foi quando o dito veio ao CascaisShopping?)
- definitivamente de jogar ao elástico, aos polícias e ladrões e à apanhada
- do pino à parede
- das sandes de pão com mel que a minha avó me mandava na lancheira para a escola
- até de demorar quase 3 horas para ir até à Lourinhã, numa estrada em que não fazias mais de 100 m seguidos em linha recta e com a minha irmã ao lado que ficava sempre mal disposta nas viagens
- das férias nas Minas de S. Domingos a tomar banho na Tapada
- de jogar pac-man e um jogo do Popey no Spectrum da minha vizinha de cima (lá em casa os computadores entraram muito mais tarde...)
- ...
outras nostalgias aqui
protesto
A ir para o atelier passo todos os dias à porta da Procuradoria Geral da Républica.
À porta, estão todos os dias, passe eu mais cedo ou mais tarde, um casal já de alguma idade detentores do troféu de serem os detentores do mais longo protesto do mundo.
Têm montada uma galeria de provas, fotos e afins à porta do dito edifício para que quem passa possa ver o porquê da sua causa.
Todos os dias lhes dou os bons dias mas nunca parei para lhes perguntar o porquê da sua luta...
É triste...
À porta, estão todos os dias, passe eu mais cedo ou mais tarde, um casal já de alguma idade detentores do troféu de serem os detentores do mais longo protesto do mundo.
Têm montada uma galeria de provas, fotos e afins à porta do dito edifício para que quem passa possa ver o porquê da sua causa.
Todos os dias lhes dou os bons dias mas nunca parei para lhes perguntar o porquê da sua luta...
É triste...
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