23.3.06

colegas

Este foi o postal de aniversário que os meus colegas do atelier prepararam para mim... falta a parte de fora que parecia um panfleto a uma conhecida marca de cozinhas...
Não pensem que foi por eu ser muito comilona (aí estaria provavelmente agarrada a um croissant de chocolate ou um pastelinho de nata e não a uma coxa de frango...). A questão é que eu já deito cozinhas pelos olhos!!!
Ah! E isto é uma montagem... eu só cedi os direitos de imagem!
Obrigada a todos!

hoje

passou-se mais um ano... Felizes 25!

22.3.06

ainda a propósito da liberdade...

Um colega meu da faculdade irá em princípio estagiar para o atelier do Rem Koolhaas. Na entrevista disseram-lhe que "não há horários", só tens tempo para dormir e mais nada e que as refeições são feitas no atelier num self-service disponível.
Cá no atelier chamámos ao sistema o "regime de pensão completa". Para quê preocupares-te com gastos com casa e comida? Aliás, deve ser por isso mesmo que nesse tipo de ateliers os estagiários não são pagos ou são muito mal pagos... para quê? Se quiseres nem precisas de alugar casa, deve dar sempre para umas sestazinhas sobre o teclado ou o cartão maquete...
Mas atenção, para não pensarmos que tudo é mau, como são amigos ainda dão, depois dos concursos uns diazinhos de férias... ou seja... entras em período de liberdade condicional - hipotéticamente és livre de sair (ou mais realisticamente, VIVER) mas deves no fundo, no fundo querer é dormir (é aí a altura para alugar casa por meia dúzia de dias)...

Resta dizer que isto não é para quem pode... é para quem quer...

ditadura assentida

O PSD Madeira considera inoportuno celebrar o 25 de Abril...
Não me estranha... aquilo cada vez se parece mais com uma ditadura...
Aliás, se em vez de flores tivesse petróleo George Bush já teria ido lá salvar os oprimidos madeirenses...

A notícia completa
aqui

centésima lição

Lembro-me de, quando andava na escola, celebrarmos nas aulas a nossa centésima lição. Era uma boa desculpa para perdermos uma aula e celebrarmos sabe-se lá o quê... provavelmente o facto de termos estados sentados durante 100 horas seguidas a ouvir um professor a debitar uma qualquer matéria que muitas vezes não nos interessava assim muito. Provavelmente era mais um motivo de celebração para o professor por ter sobrevivido a 100 horas na companhia de 30 alminhas criativas e capazes dos maiores disparates (sempre tive o privilégio de ficar em turmas "bem dispostas")... A verdade é que era dia de sumos, bolinhos, jogos e afins... de passar uma hora na amena cavaqueira com os colegas e o professor sentados no parapeito da janela da sala de aulas... Era uma altura em que falávamos com os professores sobre outros assuntos que não fossem o pretérito mais que perfeito do verbo "passear" ou que a combinação de sei lá o quê...
Este é o meu centésimo post... ia falar sobre o dia mundial da água mas ao reparar em tão redondinho número, achei que devia fazer uma pausa... já me ouviram a falar 100 vezes... confesso que inicialmente não pensei chegar até aqui... o que começou por ser uma experiência tornou-se num hábito bastante agradável...
Obrigada por me ouvirem (ou lerem). Cá estaremos por mais 100 a molhar a cara à malta! =)

Aí à uns tempos o Tiago escreveu: "gosto muito de ter um blógue".
Eu também!

21.3.06

dia internacional da poesia

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca

6 meses depois


e tudo o vento levou...

Nova Orleães... a cidade depois do Katrina...
dá que pensar...

foto-reportagem na
Visão

20.3.06

efeito dominó

Mais uma que foi apanhada pela "blogomania"... toca a espreitar nesta janela.
Benvinda!!!

ping-pong

Quinta-feira George W. Bush chamou Hugo Chavez de "demagogo".
Hoje o presidente da Venezuela disse que o seu homólogo era "cobarde", "burro" e "bêbedo".

Palavras para quê???

a notícia aqui

sexta

sexta-feira jantei ao lado dos D'Zrt... questiono-me:
Porquê tanta histeria???

17.3.06

foto da semana


"Um soldado britânico não abandona o seu posto de vigia junto à favela da Mangueira, enquanto decorre uma intensa operação de busca de armas roubadas de um armazém militar no Rio de Janeiro, Brasil"
fonte: Visão

hoje


hoje é dia de:

jantar no indiano, rever colegas, rever amigos, contar histórias do tempo da faculdade (quem me ouve parece que foi à muito tempo...), saber novidades da faculdade, saber novidades dos colegas, dos amigos, saber de outros estágios diferentes do meu, ir até ao Bairro, rever outros amigos, provavelmente outros colegas, chegar a casa bem tarde com a sensação de que deviamos fazer isto mais vezes, chegar a casa bem tarde com a sensação de que o dia correu bem...

o sexo e a cidade

Entre as quatro, também me parece...

16.3.06

frases em cadeia

O Pedro escreveu esta frase:
"De um grande Amor apenas poderemos dizer que é tudo uma questão de tempo.De uma grande Paixão, que não há tempo para mais nada".
Lembrou-me esta:
Quando se acredita que as coisas podem ser perfeitas não há tarde. Talvez haja fora de horas mas tarde não...

às três e meia

"- Sara Henriques às três e meia quero os cartazes prontos.
- Às três e meia não estão...
- Pronto... às três e trinta e cinco...
(silêncio)
- Ok, às quatro que é a hora a que saio."

As borlas do patronato...

fm

A dor que a Dora te traz e que tu adoras...

cabeleireiro

ela foi cortar o cabelo...
... não gostou do corte mas gostou do cabeleireiro...
agora tem de fazer ton sur ton para o rever...

por um mundo melhor...

Autor: Rui Duarte

15.3.06

é isso aí!

estou sem palavras! ora aqui está um teste totó com um resultado simpático... com tudo de bom e de mau que temos, não há como a nossa selecção!

e não querendo falar muito em futebol... bela jornada "taceira"! ehehehe ;)

"erros"

não gosto de erros ortográficos...
... sobretudo dos meus.

Pensamento

"Não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das abelhas."
William Shakespeare

14.3.06

Se eu fosse uma triologia...

graças à mary tenho descoberto uns testes bem interessantes... o meu obrigado!

sábado...

sábado a volta da noite será aqui.

não percebo...

Não consigo perceber estes fenómenos... a sério que não. Não sei como é que se entra em contra-mão numa auto-estrada e só se dá conta não sei quantos kms depois... e também não percebo como é que se entra numa auto-estrada em contra-mão consciente, sabendo que se vai pôr em risco a nossa própria vida (o que ainda é como o outro...) e a vida de outros... e como normalmente esta gente nem pode ser punida ou internada ou o que seja, porque morrem, julgo que é algo que nunca vou perceber... há coisas no mundo que me dão a volta à cabeça.

parabéns

Hoje de manhã, antes de vir para o atelier passei por um quiosque e duas papelarias até descobrir finalmente o nº 69 da Arquitectura e Vida. Porquê? Como me disseram há umas semanas... "traz lá quatro páginas porreiras de um arquitecto chamado Pedro Duarte Bento". Eu conheço a "peça", muitos de vós também e tenho muito orgulho disso! Portanto malta, toca a pesquisar... podem começar por aqui que o rapaz não é só crepe.
Nas bancas, AV nº 69 de Março de 2006, págs 68 a 71!
Mais uma vez, PARABÉNS!

mudanças

Ando a testar os templates... já consegui perceber umas coisinhas... mas há outras que permanecem uma incógnita... onde raio é que eu mudo aquela treta "about me" e o "view my complete profile"???

13.3.06

A primaVera chegou...

Já tinha saudades do sol, do calor, das tardes na esplanada, dos gelados (ai ai os "TopChoc's" ...), de andar na rua sem casaco e sem ter frio, de sair às 19 e ainda estar sol, de passar a tarde a desejar estar na praia sem poder, de ter a janela do atelier aberta... meus amigos... parece que a primaVera finalmente chegou!

o espectro

como já foi dito por o espectro fechou a loja. Confesso que tenho alguma pena... por vezes eram lá ditas coisas com algum interesse... mas a vida é assim... continua sempre apesar das baixas... e há coisas que não são para quem quer... são para quem pode.

preto

estou cansada do preto... hoje apetece-me LUZ! daí a mudança... não é tão espectacular como algumas que se vêm por aí por esses blogs cromos a fora... mas é o que se consegue arranjar...

10.3.06

conflito

o conflito de gerações é uma coisa tramada... e o pior é que mesmo sabendo que estás certa parece que vais fazer algo de errado...

9.3.06

a galinha da vizinha é sempre pior que a minha...

Ao dar a volta à actualidade pelos jornais do costume, deparo-me com esta notícia.
Não estou contra nada do que é dito, considero que esta é de facto uma situação preocupante, como muitas que existem no nosso país ao nível dos direitos humanos (continuo a dizer que isto muitas vezesn se parece mais com uma extensão do norte de África e não tanto parte ou mesmo um prolongamento da Europa...).
Acho curioso é que esse estudo tenha sido feito por um país de onde ultimamente têm vindo a lume casos escabrosíssimos (bela palavra...) de ataque claro aos direitos mais básicos do ser humano... não li uma frase que fosse que mencionásse os direitos humanos dos presos de Guantanamo ou das muitas prisões iraquianas... é que esses não devem ser seres humanos...

hoje é O dia...

... em que mudamos de PR...
... não comento...

ainda a propósito do dia da mulher...

Ontem um amigo meu disse:
"As mulheres não têm dia... as mulheres são O dia..."

Não gosto do chamado Dia da Mulher... como não gosto do chamado Dia dos Namorados... não gosto da obrigação de celebrar algo que deve ser celebrado a cada dia... porque nos restantes 364 dias do ano (e 365 de 4 em 4 anos), as mulheres continuam a ser mulheres e dignas de interesse, e os namorados continuam a ser namorados, portanto não preciso que me digam quando devo dar um presente, fazer um carinho ou uma surpresa.
As coisas estarão bem quando não for necessário lembrarem-nos aquilo que devia estar sempre presente nas nossas mentes!

8.3.06

dia da mulher

in Bartoon do Público de 08 de Março'06

repetições

os marretas disseram e ouviu-se pelo deserto...

"O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, Portugueses, só vos faltam as qualidades".
Almada Negreiros

?

video killed the radio star...
... dvd killed the video star...
who comes next?

6.3.06

é isso aí

cedência: electrão

quem foi o cromo que teve a ideia?

in Bartoon do Público de 06 Março'06

fim-de-semana

sábado, o passeio foi por aqui ...
Muito bons reencontros e muito bons programas, para mim o sábado perfeito com boa música, muitos amigos, pouca confusão e conversa até às "quinhentas". Sabem como é, estamos num sítio e começamos a falar em ir embora, mas a conversa que é como as cerejas impede-nos de sair dali... saímos, "as cerejas" não acabam e continuamos à porta e ao frio com a mesma conversa (com a agravante de nos questionarmos porque é que não ficámos do lado de dentro da porta onde a temperatura era mais amena...). Cada um entra para os seus carros e entre boleias a conversa prossegue à porta de casa de alguém dentro do carro, com o resto da coca-cola do jantar a servir de combate ao sono. Às quatro da manhã volto para casa cansada mas com a sensação de que o dia correu bem.

domingo, dia de pôr o sono em dia e de dar uma vista de olhos aos filmes dos Óscares... é bom, mas não é O melhor...


2.3.06

mais uma frase da blogosfera...

também conheço quem teria um discurso parecido com este... quer dizer... o discurso nem é este, que parece mal. É bem mais polidinho... mas no fundo, no fundo, vai dar exactamente a isto aqui !

o melhor crepe do mundo...

Até ver, o melhor crepe que conheço não se come... lê-se!
E a partir de agora de mais longe... boa viagem e contamos com novidades de Barça! O que vale é que para provar o crepe é só clicar
aqui !
(a concorrência é feroz... também há crepes que se comem que são bem bons... mas não nos fazem sonhar! ;)

1.3.06

o melhor bolo de bolacha do mundo...

até prova em contrário, o melhor bolo de bolacha do mundo come-se em Faro, mas ao contrário do bolo de chocolate não está ao alcance de qualquer um... é necessário ser amiga de um "electrão"!

o tesouro


Como tinha dito anteriormente, fui passar o fim de semana à Lousã, mais propriamente à Foz do Arouce, um sítio lindo e gelado.
Lá reencontrei-me e reencontrei o meu tesouro.

uma boa notícia

Cá no atelier em outubro participámos num concurso para um museu na Estónia. Infelizmente não ganhámos nada, mas soubemos hoje que fomos seleccionados para a o catálogo do concurso e para a exposição. Menos mal!

já chove...

Voltei! Como era de esperar o fim de semana foi agitado o suficicente para não me lembrar de computadores. Voltaremos a ter chuvinha miudinha por estas bandas!

24.2.06

Eu sou testemunha...

Meus amigos, conhecidos e desconhecidos: Eu sou testemunha! Aqui testifico que até prova em contrário, O MELHOR BOLO DE CHOCOLATE DO MUNDO está à espera de todos nós em Campo de Ourique na R. Coelho da Rocha, 99. Ora aí está um bom sítio para ir no sábado à tarde. Acreditem... qualquer desvio VALE A PENA!
p.s. - não vão no domingo nem no feriado. vão bater com o nariz na porta.
p.s.2 - assim que chegarem ao pé da esquina em que se encontra esta iguaria vão sentir o cheiro a chocolate... aqui "o nariz não engana"
p.s.3 - não tenho nenhuma comissão, acreditem... mas há coisas que de tão boas, são para ser partilhadas...
p.s.4 - se lá forem não se esqueçam de vir aqui testificar desta maravilha!

E com isto me despeço... vou de fim-de-semana prolongado para a Lousã, e estou no dilema de levar ou não o portátil para ir "blogando"... em princípio nos próximos 4 dias não há chuva miudinha para ninguém... por isso aproveitem bem o sol que aqui a chuva vai molhar para outras bandas...

o cheirete

Hoje no atelier saímos mais cedo... quer dizer...
hoje no atelier saímos à hora em que era suposto sairmos todos os dias... mas enfim...
a razão de tão fantástica "borla"? O cheirete!!!
Como já tinha falado andamos em melhoramentos, e para além da cozinha, agora as obras chegaram à garagem e entrada. Então andam a pôr uma substância qualquer no chão da dita, uma espécie de tinta cinzenta escura mas que tem um acabamento mais resistente que a tinta comum. As características técnicas de determinada solução não vêm ao caso, a ideia é melhorar o aspecto da entrada tornando aquilo numa espécie de "buraco negro" em que sobressai a passadeira metálica que nos dirige ao atelier propriamente dito... bem... as características espaciais e conceptuais de ditas obras também não vêm muito ao caso deste post... a questão fundamental era mesmo o cheirete que a dita "tinta" deixava! Basicamente parecia que tinham andado a lavar o chão, as paredes, os tectos e o que mais houvesse com diluente.
Então hoje o dia foi passado de janela aberta para arejar e levar o cheiro para longe e o ar condicionado ligado para cortar o frio que entrava na janela... todo este cenário só trouxe uma coisa positiva (para além do óbvio que é a entrada estar a ficar mais apresentável...) : Sexta-feira, ainda não eram 18:00 e estávamos com o pé fora do atelier!!! O melhor... o melhor veio a seguir!

eu hoje...

eu hoje vou provar O MELHOR BOLO DE CHOCOLATE DO MUNDO!!!

assim como a blogomania, a nostalgia pega-se...

do que eu tenho mais saudades é:
- das bombocas, das sombrinhas da Regina e dos chocolates na árvore de Natal
- da Ana dos Cabelos Ruivos, da Flappy (até tive uma cadela com esse nome), do Tom Sawyer, duns desenhos animados de uns anões que nem me lembro do nome assim como uns do corpo humano
- do Macgyver aos domingos à tarde
- das festas de Verão na terra das minhas primas (e respectivos "amores")
- das quartas-feiras em que chegávamos mais tarde à dita festa (a saber, "Festa do Nadrupe" em que "Nadrupe" era a aldeia) porque estávamos a ver os Jogos Sem Fronteiras.
- do tempo em que Portugal ganhava alguma coisa - os Jogos sem Fronteiras
- do Michael Knight (lembram-se da loucura que foi quando o dito veio ao CascaisShopping?)
- definitivamente de jogar ao elástico, aos polícias e ladrões e à apanhada
- do pino à parede
- das sandes de pão com mel que a minha avó me mandava na lancheira para a escola
- até de demorar quase 3 horas para ir até à Lourinhã, numa estrada em que não fazias mais de 100 m seguidos em linha recta e com a minha irmã ao lado que ficava sempre mal disposta nas viagens
- das férias nas Minas de S. Domingos a tomar banho na Tapada
- de jogar pac-man e um jogo do Popey no Spectrum da minha vizinha de cima (lá em casa os computadores entraram muito mais tarde...)
- ...

outras nostalgias aqui

protesto

A ir para o atelier passo todos os dias à porta da Procuradoria Geral da Républica.
À porta, estão todos os dias, passe eu mais cedo ou mais tarde, um casal já de alguma idade detentores do troféu de serem os detentores do mais longo protesto do mundo.
Têm montada uma galeria de provas, fotos e afins à porta do dito edifício para que quem passa possa ver o porquê da sua causa.
Todos os dias lhes dou os bons dias mas nunca parei para lhes perguntar o porquê da sua luta...
É triste...

Também quero...









Também quero ver e não sei quando...

(Frida Khalo - Vida e Obra)

Quero...




Quero ver e não sei quando...
O Olhar Fauve (imagem: Albert Marquet)

23.2.06

tributo

os patinhos

O atelier onde trabalho fica junto ao jardim botânico.
Hoje, por volta da hora do almoço houve um atropelamento na estrada à nossa frente.
A mãe pata (Dora Alice, nome fictício), residente no jardim decidiu ir dar uma volta e sair do seu mundinho... Os patinhos foram atrás dela... e aconteceu uma desgraça colectiva: Dora Alice foi brutalmente atropelada juntamente com um seus dos patinhos (patinho #1).
Os restantes 8 patinhos, desorientados, fugiram em todas as direcções, andaram perdidos pela R. da Alegria, ficando um (patinho #2) à mercê de uns quantos gatos vadios que lhe deram um triste fim. Os patinhos #3 a #9 foram gentilmente recolhidos pelo pessoal do jardim e a colaboração de uma valorosa arquitecta que ia a passar e deu com o triste cenário.
Sete patinhos ficaram orfãos de mãe. Segundo o pessoal do jardim, o pai pato (identidade desconhecida) é um vadio e não quer saber dos filhos.
Hoje a R. da Alegria foi cenário desta Triste história.

personagem #5








Arranjámos mais um... chama-se O...belix!

lema...leme?



"Recomeça...
Se puderes,
sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
nesse caminho duro
do futuro,
dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade."

Miguel Torga

22.2.06

Era uma vez...



Era uma vez um mundo onde os arquitectos ganham menos que as empregadas domésticas e as secretárias...

"o deputado voador"

Hoje no Expresso faz-se o "tributo" ao deputado voador, a saber, Ricardo Almeida, um pobre funcionário público que tem um currículo invejável de infracções graves e muito graves autuadas pelas brigadas de trânsito de Aveiro, Guarda, Leiria e Lisboa, pela PSP e GNR, e que se encontram arquivadas ou no processo de o serem. São nada mais nada menos que cerca de 20 multas que às quais o dito senhor se mostra surpreso e justifica dizendo:

«Reconheço que às vezes ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões»

Faz-me pensar no quão dura é a vida deste pobre deputado que tem tantas reuniões às quais tem de chegar a horas e espalhadas pelos mais diversos pontos do país...
Pobres coitados de todos nós... os outros desgraçados que temos igualmente
que chegar a horas às reuniões, mas que, se andarmos a 200 Km/h vamos concerteza chegar bem tarde e bem mais leves...
Ontem chegou a minha casa uma multa de estacionamento de um carro que já nem sequer é nosso. Estou para ver se o meu caso se resolve tão facilmente como o do nosso deputado...

no metro...

Hoje estive cerca de 45 minutos fechada no metro... DENTRO do metro... no meio do túnel. Estávamos a uns 100 m da estação do Saldanha e de repente o metro parou... passado cerca de meia hora entrou pelo metro a dentro um homem a falar ao telemóvel e aos gritos, a perguntar quem é que tinha puxado a manivela de emergência... 5 minutos depois o homem volta e atrás dele vem um outro (será que foi ele que puxou a manivela???).
Lá fora só se ouviam instruções que ninguém cá dentro conseguia decifrar...
... um solavanco... mais umas ordens...
outro solavanco... era o reboque... ao fim de uma hora fomos rebocados num percurso que demorávamos 5 minutos a fazer a pé...
... estranhamente, nunguém entrou em pânico, ninguém se chateou... as pessoas até estavam bem dispostas com a situação. Provavelmente será culpa do Benfica (não no meu caso, sublinhe-se...)
Durante esse tempo, tive a companhia da Lady Edwina e do Lord Louis Mountbatten...

21.2.06

cá no atelier...

Cá no atelier estamos a pensar entrar na onda dos cartoons... não têm nada a ver com maomé... mas já temos três personagens, a saber:

  1. Super Barros
  2. Luigi Pedroso
  3. Roger a jacto (também conhecido como "O Melga")

(Ah! Há também o Winnie de Poo, mas esse é doutra história...)

Frigorífico II

Foi sol de pouca dura... a luz do frigorífico entrou em greve outra vez.

subscrevo...

"Um ano depois de ter ganho as eleições, o principal trunfo de Sócrates é a memória ainda viva do que foi Santana Lopes."
Constança Cunha e Sá, n'O Espectro

o frigorífico

No atelier estamos em "remodelações" na cozinha. Não mudámos de frigorífico mas ele "auto melhorou-se". A luz interior, que não funcionava à que tempos (eu, pessoalmente nunca a vi a trabalhar) subitamente, e sem qualquer tipo de intervenção da nossa parte, despertou para a vida!
É assim, há que acompanhar as mudanças do nosso tempo!

20.2.06

ele é terrorista mas não é parvo...

Bin Laden volta a aparecer e ao comparar os métodos das tropas norte-americanas às de Saddam, chega à conclusão que não existem diferenças preponderantes entre o modo de actuar de ambos...
Que "ninguém" concorda com os métodos dele, é óbvio...
Que "alguém" discorde da sua afirmação, também tenho algumas dúvidas...

as coisas boas que a crise tem...

O correio da manhã avisa que, com o aumento dos combustíveis e a perda do poder de compra dos portugueses, houve uma diminuição no número de acidentes viários...
A partir de hoje, em vez de se ensinar o que é civilidade... aumenta-se o preço da gasolina. Pelos vistos o resultado é o mesmo e o governo agradece: poupa nas campanhas de sensibilização e lucra com os impostos sobre os combustíveis...
Resta dizer, que no fundo, no fundo... é tudo para o nosso bem!


19.2.06

falando em homem do saco...

Sábado encontrei um postal que dizia isto...
"O Homem do Saco traz-nos poções desconhecidas de novos alquimistas escondidos na sombra"
GEIC - Grupo Experimental de Intervenção Cultural

17.2.06



Li algures que os blogues não são mais que um prolongamento do umbigo do respectivo "dono"...
não sei se é ou não, mas, por via das dúvidas, já que tenho blog, cá vai o umbigo!

pelas ruas de lisboa

Hoje fui visitar uma obra à 24 de Julho e, como tinha de ir comprar umas coisas para o atelier à Baixa, fiz o percurso a pé, vindo depois até ao Chiado onde apanhei o autocarro para o Príncipe Real.
Ao longo do percurso, numa parede estava escrito:

"deixa que aconteça..."
Gostei da frase...
Para além disso, ao subir para o Chiado, noto uma série de coraçõezinhos de papel espalhados pelo chão... velhos, murchos... restícios de um dia que devia ser apenas igual a todos os outros.

falando em alentejanos...

"you can run but you can't hide"

Como já havia dito ontem... fui caçada! Isto de nos darmos com os cromos da blogosfera dá nisto... Estava ontem muito descansada à conversa com "o homem do crepe" (também poderia ser "o homem do saco" a observar pela quantidade de livros que o rapaz devora...) quando ele me pergunta: "o que sabes de chuva miudinha?" Aí, pronto, fui completamente desarmada e como já disse, caçada. A partir desse momento deixei de ser anónima na blogosfera... como lhe disse "podes fugir mas não te podes esconder" e no seu blog as referências à chuva são mais que muitas e suficientes para que, de ontem para hoje uma série de gente tenha vindo molhar a cara por estas bandas...
Com o acréscimo de conhecimento, acresce a responsabilidade... isto dos blogs para mim é de facto uma novidade. Mas vou tentar ser tão assídua no meu blog como sou a ver os outros.
Como já te tinha dito, foste tu, que me iniciaste nos passeios pela blogosfera... assim sendo, faz algum sentido que o crepe seja o ponto de partida para que aqui a minha chuva miudinha saia do anonimato!

15.2.06

no dia seguinte (ou seja, hoje)

ontem ligaram para minha casa à meia noite para avisar que tinham sido avisados que haviam planos para um atentado no dia seguinte (ou seja, hoje) no metro de lisboa... portanto, para não irmos de metro. A minha mãe avisou-me e avisou também aquelas pessoas que sendo próximas iriam provavelmente no dia seguinte (ou seja, hoje) andar de metro.
Não sei se será dos cartoons, se da captura do hipotético membro de uma organização terrorista, a verdade é que a amiga da amiga da minha mãe, a amiga da minha mãe, a minha mãe (e sei lá mais quem) todos estavam crentes de que era melhor ter cuidado, porque "onde há fumo, há fogo" e portanto, o melhor mesmo era prevenir e não andar de metro no dia seguinte (ou seja, hoje).

No dia seguinte (ou seja, hoje)
a minha irmã não foi de metro para o trabalho,
o marido da minha irmã não foi de metro para o trabalho,
a minha prima não foi de metro para o trabalho...

No dia seguinte (ou seja, hoje)
o metro estava igual!

12.2.06

As intermitências da morte

Acabei esta semana de ler o último livro do nosso Nobel, Saramago. Conta a história de um país onde subitamente se deixa de morrer. O que à partida parece ser um sonho, torna-se num pesadelo. Muitas vezes, muitos filmes, muitos pensadores desejaram, falaram, procurararam a fórmula para a vida eterna. Saramago faz-nos ver uma vida sem morte mas sem qualquer esperança.
Pessoalmente acredito que haja vida depois da morte, que esta seja apenas uma passagem para "a outra margem".
Curiosa é a passagem subita de uma história que conta a vida sem morte para acabar contando a vida da morte. Também a morte abdica da sua vida, transforma-se, sente aquilo que nunca na vida ( ou na morte) nunca sentiu. A transformação dá-se... porquê? Pelo poder do amor... e... "no dia seguinte ninguém morreu"

21.1.06


"Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto ao mar"

Sophia de Mello Breyner Andressen

30.12.05

Ano Velho... Ano Novo


o ano novo está a chegar
Vive e constroi 2006!

Quando era pequena ofereceram-me um livro que se chamava "Quem faz hoje anos". Basicamente era uma agenda de aniversários, ilustrada e com alguns pensamentos e provérbios, sobretudo relativos aos meses.
Hoje faz anos alguém que mudou a minha vida. Às vezes nem sei se para melhor, se para pior... mas decididamente mudou-a.
Há quem diga que as verdadeiras histórias de amor têm sempre um final triste... não sei se esta era verdadeira ou não... não sei se isso é verdade ou não... mas se aquele foi o final e a frase é verdadeira... foi amor, foi.

Ah... é claro... Parabéns!

19.12.05

filme


hoje vi um filme que contava a história de uma mulher que estava muito ocupada para manter um relacionamento, depois, numa disputa profissional conhece uma pessoa completamente diferente dela própria e que por essa mesma razão a deixa desconcertada e a cativa... no meio de uma tarefa profissional em que é suposto serem opositores um do outro, depois de uma bebedeira casam-se, e acabam por ter de manter as aparências do seu casamento. Ele está desde o inicio consciente do sentimento que sente por ela. Ela, com a sua indecisão e insegurança, não.
Voltas e voltas depois, acaba por descobrir que o padre que os casou numa festa não é na realidade padre e que o casamento que era de fachada, mesmo não sendo, nunca existiu... é nesse momento que ela descobre que esteve casada com o homem da sua vida.
Como esta é uma pelicula "made in Hollywood" obviamente acabam "felizes para sempre" (o para sempre julgamos nós...).
Na vida real também existem mulheres ditas bonitas e inteligentes e igualmente inseguras e tão ocupadas que não têm tempo para um relacionamento... pena a vida não ser um filme.

15.12.05

a cor dos dias

"Ter Cristo em nós , sempre acordado, é uma presença vital que nos qualifica a vida e, mesmo aqueles que não acreditam na divindade de Cristo devem sentir e saber que uma vida feita à sua imitação nos dá mais luz. É um grande mal da história isto de andar por aí com quase tudo apagado."

António Alçada Baptista

13.12.05

poema

um dia escreveram para mim este poema... é bonito quando escrevem estas coisas a pensar em nós...

O amor é cego, já dizia Shakespeare...
pena, pois nunca vai encontrar o brilho e as cores que o teu espírito liberta...
quando as tuas suaves e perfumadas pétalas se abrem na tua Primavera...
Quando o meu olhar te encontra vejo um arco-íris de mil e uma cores...
O pérfido vermelho que pinta os teus lábios
que me deixam plenos de desejo...
parecendo dois morangos beijando-se em plena Primavera...
O misterioso castanho dos teus olhos
Parecem conter o infinito...
Pura ilusão, são apenas dois toques da arte de Zeus
que me levam à loucura...
O azul do teu sorriso...
quase não tenho palavras para o descrever.
É como se o brilho ofuscasse completamente o Sol
e te pusesse num lugar impossível de alcançar...
Por fim... o teu corpo...
Três pinceladas de perfeição e duas de magia
que embriagam o meu espírito
consumindo-o de desejo,
tirando-me o fôlego, cada vez que sonho contigo...
Sonho contigo, tu serás a minha Morte.
Tu oh deusa doOlimpo
que transformas gelo em fogo e a mais dura rocha em flor...

9.12.05


"quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos"

4.12.05

Começou...


Começou oficialmente a época natalícia... fiz ontem à noite a minha árvore de natal, acabei-a apenas hoje porque haviam uns quantos enfeites de Natal que estavam desaparecidos. Gosto muito desta época do ano. Parece que toda a gente está predisposta para fazer o bem aos outros. Ontem fui, com um grupo de jovens a um lar realizar uma festa de Natal para aqueles que já deram muito na vida e que agora têm infelizmente muito pouco a receber. Pena que não estejamos sempre dispostos a fazê-lo... mas foi muito bom chegar lá e trazer emoções à vida daquelas pessoas. Foi bom ver como eles se prepararam para nos receber, fazendo-nos um presentinho de Natal (as avós, mesmo as que não são as nossas têm sempre um jeito especial para os lavores). Foi bom ver o carinho.
Gosto do Natal... gosto do pinheiro, do frio, das luzes... gosto de entrar em milhares de lojas à procura do presente perfeito... de fazer listas de Natal, de alterar listas de Natal, de comprar vários presentes para aquela pessoa especial, porque todos tinham a cara dela e não me consegui decidir por nenhum... gosto das festas de Natal, da lembrança do menino que veio ao mundo morrer por mim... o Natal devia mesmo ser quando o Homem quisesse... e o Homem devia querer todo o ano.

19.11.05

o significado dos nomes

Dizem que cada nome tem um significado... há quem diga até que o nosso nome influencia quem somos...
não sei se isso será verdade, mas confesso que sempre tive alguma curiosodade quanto ao significado daquilo a que nos chamam e que nós reconhecemos como nosso. Por exemplo, sempre gostei muito d nome "diogo", sempre achei que, no dia em que tivesse um filho, lhe daria esse nome... até ao dia em que soube que "diogo" é um dos nomes que dão ao "diabo". A consciência desse facto fez com que uma palavra que para mim era sonora e bonita, passasse a ser indesejável e à qual eu jamais queria estar de certa forma ligada. Continuo a gostar muito dos meus amigos e primos "diogos"... mas já não é a mesma coisa.
De qualquer forma... gosto de saber o significado dos nomes... curiosamente, acho que o meu nome tem algo a ver comigo... apesar de ser muito melhor do que eu sou.
Para quem quiser saber:

"Sara"

Sara tem algo de irreal, de mágico, de enigmático. Esta mulher extremamente intuitiva e feminina, possui uma vida interior das mais intensas e misteriosas. A sua grande preocupação é o amor, dos outros, pelos outros e por si própria.
Se é fácil descrever Sara, é difícil explicá-la. Sara é como algo fantástico, uma imagem irreal, que encontramos numa bela noite de Verão; ficamos deslumbrados e estupfactos ao mesmo tempo, perguntamo-nos se será real e não contamos a ninguém com medo que não nos acreditem.

14.11.05

o meu primeiro beijo

ontem fui passear a Sesimbra... e com esse passeio encontrei um rapaz que já não via à algum tempo... o david. O david tem um coração do tamanho do mundo, uma ingenuidade tremenda e infelizmente também um ligeiro atraso que faz com que faça e diga sempre aquilo que pensa e deseja. Sempre me tratou muito bem, sempre me falou, era até às vezes um bocado despropositado... ontem quando o vi, não me reconheceu. Falei-lhe e assim que soube quem era deu-me um grande abraço... daqueles que as crianças nos dão quando têm muitas saudades nossas...
o david é irmão de uma pessoa que vai ficar sempre marcada na minha lembrança com um grande, grande carinho... o ricardo.
O ricardo era um rapaz muito simpático, muito popular, inteligente... mas claro... com tudo isto também... pintas.
Nos meus 13 anos tive uma grande grande paixão pelo ricardo... ele também gostava de mim... mas a concorrência era tão feroz (aos 13 anos lutamos mesmo por aquilo que queremos... bem mais do que com 25) que ele se deixava ludibriar com todas as outras raparigas (umas delas, diga-se de passagem bem mais giras do que eu...).
Lembro-me de uma carta que lhe escrevi em que fui realmente muito má... era no tempo em que dizia tudo aquilo que pensava... que achava e nem me preocupava muito se por acaso estava a exagerar ou se me estava a expor... dizia e pronto... então expus-lhe a minha opinião a respeito da nossa amizade colorida... e a respeito das amiguinhas todas que ele tinha e que me deixavam morta de ciumes... a verdade é que passado pouco tempo ele me pediu para namorar com ele (afinal a verdade compensa e hoje em dia tenho tanta dificuldade em dizer tudo o que penso...).
Era tudo o que eu mais desejava, mas naquela altura tremi que nem varas verdes... obviamente disse que sim... como é que ia dizer que não àquele rapaz com cara de Tom Cruise de quem eu gostava à tanto tempo... mas morria de medo...
ele era mais velho que eu... tinha 16 acho... e deu-me um beijo...
foi um beijo inocente... um "selinho" como dizem os nossos irmãos brasileiros, expressão bem mais feliz que o português "chocho"... só me deu aquele beijo, porque lembro-me que fugi a 7 pés dele... fui-me embora de Sesimbra sem sequer me despedir dele... inventei que os meus pais me tinham ido buscar e tinha de me ir embora... mas ainda hoje me lembro daquele beijo dado às escondidas debaixo da janela do quarto de um amigo nosso que morava lá...ainda me lembro dos nossos olhares cumplices e da forma como o meu coração batia a 1000 à hora cada vez que os nossos olhos se cruzavam...
nunca mais soube nada do meu amigo ricardo... ainda nos escrevemos entretanto (sim... isto no tempo em que os ctt eram os maiores aliados dos amores de verão) mas sinceramente não me lembro de nenhuma dessas cartas... sei que entretanto ele tirou um curso de engenharia (acho que mecânica) com belíssimas notas... mas nunca mais o vi.
Gostava de rever o ricardo... gostava...

11.11.05

tempo de mudança


Ontem tive mais um jantar de despedida... ou de até logo, não sei bem. A verdade é que com o final da vida académica, uma nova geração de arquitectos se está a espalhar por este mundo fora... uns longe, outros mais perto, a verdade é que nestes ultimos meses os jantares de despedida têm sido mais que muitos... é um daqueles ciclos que se fecham...
é sempre estranho quando fechamos uma porta na nossa vida... ficamos sempre com aquela sensação de "e se..."
e se tivesse sido diferente, quais as coisas que não fiz... quais aquelas que ainda vou a tempo de fazer... será que nos vamos voltar a ver um dia, será que as amizades, amores, desamores, ligações que construímos na faculdade se vão manter para a vida ou serão apenas mais uma página que escreve a história da nossa vida?
Há pessoas que quando me despeço delas fico com um aperto enorme no coração... uma dúvida que se instala...aquela eterna pergunta do "e se tivesse sido diferente?" Ontem foi um desses dias...
há pessoas que entram de mansinho na nossa vida e quando nos damos conta... fazem parte de nós.

... a ti, desejo-te as maiores felicidades. e desejo que um dia esta dúvida que tenho se possa desvanecer...

9.11.05

ensina-me a voar... disse ela.
quero ir ver o mundo contigo...
ensina-me a voar...

"Que eu não veja empecilhos na sincera união de duas almas. Não, amor não é o que encontrando alterações se altera ou diminui; se atinge o desamor.
Oh, não! Amor é esse ponto assaz constante que ileso os bravos temporais defronta. É a estrela guia do baixel errante, de brilho certo, mas valor sem conta.
O amor não é jogral do tempo, embora em seu declíneo os lábios nos entorte.
O amor não muda com o dia e a hora, mas persevera ao limiar da morte.
E, se se prova que num erro estou, nunca fiz versos, nem jamais se amou."

Só no tempo de Shakespeare se amava assim... hoje em dia já não existem paixões sem fim, dessas que nos cortam o ar e nos toldam os sentidos... hoje em dia amor é ajuste, é decisão, é conveniência pura e dura.
Ou talvez seja uma romântica tola que ainda quer acreditar nas histórias de amor. Que ainda podem haver histórias de amor...

6.11.05

porquê?



Às vezes não percebo os homens... a sério que não. Eles também não me percebem... Porque é que insistimos em relações em que as pessoas não se entendem?
Porque é que desejamos quem não podemos ter? Porque é que o amor é tão complicado???
Quando é amor...
Ben Kingsle disse que "o difícil não é fazer o que é certo. O difícil é saber o que é certo. Porém, quando se sabe o que é certo o difícil é não fazê-lo". Mas quando o assunto é amor, sentimento, paixão, desejo, as coisas mudam de figura... Temos vontade de fazer a nossa vontade, não o que é certo, e continuamos sempre com vontade de fazer o que nos apetece, sem olhar ao que é certo ou errado... quando por alguma razão fazemos "o que é certo" não é fácil... nunca é fácil quando o assunto é feito de duas pessoas que se atraem.
Mas também... o que é que é certo? Quando o assunto é amor... nunca sei muito bem...

3.11.05

Vai aonde te leva o coração



"Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-Te de flores e frutos."

Susana Tamaro

1.11.05

250 anos depois...




Há 250 anos atrás Lisboa acordou diferente... aliás... há 250 anos atrás Lisboa acordou... um dia como qualquer outro, um dia normal. Dia de ir à missa, rezar pelos mortos, estar mais perto de Deus...
Há 250 anos atrás, Lisboa acordou... e a terra tremeu.

Não nos apercebemos da força adormecida da natureza, não temos noção de quantos são os nossos dias e de como um dia normal se transforma em segundos, em minutos em tragédia.
Há 250 anos a terra acordou e destruiu Lisboa. Lisboa entrou para a história dos mais destruidores terramotos.

"Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos."
Luis Vaz de Camões
Há 250 anos atrás Lisboa foi devassada e reconstruida de novo. Felizmente a natureza tem-nos poupado de novo teste... fica a questão:
Será que aprendemos com a história?

Também neste crepúsculo

Também neste crepúsculo nós perdemos.
Ninguém nos viu hoje à tarde de mãos dadas
enquanto a noie azul caía sobre o mundo.

Olhei da minha janela
a festa do poente nas encostas ao longe.

Às vezes como uma moeda
acenda-se um pedaço de sol nas minhas mãos.

Eu recordava-te com a alma apertada
por essa tristeza que tu me conheces.

Onde estavas então?
Entre que gente?
Dizendo que palavras?
Porque vem até mim todo o amor de repente
quando me sinto triste e te sinto tão longe?

Caiu o livro que sempre pegamos ao crepúsculo,
e como um cão ferido rodou a minha capa aos pés.

Sempre, sempre te afastas pela tarde
para onde o crepúsculo corre apagando estátuas.

Pablo Neruda

mais uma frase



O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas incomparáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa


Sempre fui uma pessoa institiva... o que de vez em quando me tem trazido alguns dissabores... acho que com o passar do tempo penso mais nas coisas, não hajo apenas com o coração e progressivamente essa minha faceta tem vindo a perder preponderância, fazendo com que, no duelo entre coração e razão, o segundo tenha vindo a ganhar cada vez mais terreno...
Acho bonita a altura em que achamos que tudo é possivel para quem ama e que de facto o amor move todas as montanhas... à medida que o tempo passa, à medida que a vida passa por mim, tenho-me dado conta que esse tipo de amor, que transforma tudo, incluindo nós mesmos, que faz com que as nossas pernas tremam e que fiquemos de tal forma anestesiados que o achamos que o limite é apenas o céu é cada vez mais raro...
tenho saudades dos amores loucos, que nos fazem sentir estupidos e que fazem com que pareçamos a todos os outros tontinhos, porque esse é o amor que vale a pena... aquele que nos absorve e que nos faz acreditar que é para sempre...
Nem é tanto porque seja realmente... é mais porque se vive de facto esse momento de uma forma totalmente intensa! Com tudo o que somos! Com todas as nossas forças! E o amor tem de ser vivido assim... não têm piada os romances que vivem no limiar do aceitável. Apenas aqueles que são totais.
Falo assim, mas acho que sou a primeira a não conseguir entregar-me de corpo e alma ao amor. Não sou capaz de sofrer, até ao ponto em que se julga que não há maior sofrimento, não sou capaz de me expor, de tal forma que olhem para mim e julguem que sou totó... não sou capaz.
Não há como as primeiras paixões... não há como o primeiro amor... não porque seja o maior, o mais forte, o mais... não há como o primeiro amor porque é a novidade. Porque não sabemos ler os sinais e agir em conformidade... agimos só... como achamos, como queremos, sem pensar. Porque achamos que podemos tudo... e normalmente, não podemos nada.

29.10.05

rotina

A rotina instala-se sobre nós mesmo sem percebermos como... vem devagar, de mansinho, como um ladrão à procura de entrar num espaço alheio sem que o proprietário se dê conta...
Todas as coisas que deixamos entrar na nossa vida sem nos darmos conta dela são tremendamente perigosas... estão lá, submersas, quase escondidas que nos é dificl darmos conta da sua existencia. Vão lentamente, como uma mancha ocupando espaços e espacinhos que estão desocupados... até que, quando nos damos conta, estão por todo lado, entranham-se em nós, nas nossas vidas, deixando-nos de certa forma prisioneiras...
O momento em que nos apercebemos que elas estão lá... é sempre dificil. Apercebemo-nos na altura da perda... ou quando queremos deixar e sentimos que estamos ligados, ou então esse querem-nos deixar e sentimos a perda de uma forma tão dolorosa, quse como se nos estivessem a arrancar um pedaço de nós próprios...
Não gosto da rotina... mas gosto do conforto que ela dá. Apesar de ser uma mentira perversa, porque no dia em que a rotina cai, sentimo-nos os mais miseráveis dos seres.
Hoje é sábado de manhã e posso dormir até tarde... ainda não eram 9:00 e já estava a pé.